Dragon Sword – Episódio #008: Missão de resgate

 -... Tá bom, mas a sua fênix sabe aonde o Raitaka tá?

   - Ela tá levando a gente pra lá.

   A fênix deu um piado. E Kai falou:

   - O que foi, Akira?

   - O nome da sua fênix é Akira? – perguntou Kisuke

   - É. Também, com um nome masculino não podia ser mulher.

   A fênix deu outro piado, ainda mais forte do que o último. Kai já sabia o que era. Eles iriam descer. Então falou:

   - Segurem-se! Vamos descer!

   - Como assim? – perguntou Kisuke

   - A Fênix ganhou muita velocidade e começou a descer pelos vales estreitos de pedras e gelo. Kisuke, que não se segurou, se soltou da Fênix e foi ao ar. Mas, para não morrer, Kisuke procurou alguma coisa para se agarrar enquanto gritava. Kai estendeu o braço e Kisuke se agarrou nele.

   Akira e Mitsuaki sentiram o laço que Kisuke tinha feito com Kai. Uma forte energia circulou entre os dois humanos. Com certo poder, Kai usou a força para trazer Kisuke de volta à Fênix, enquanto Kurotsuchi conversava com seu dragão feminino Shizuka.

   Em uma montanha à frente, ficava uma pequena casa que continha uma grande pedra. A pedra era como uma porta que dava para túneis cavados internamente nas montanhas.        

   Quando a fênix chegou à casa de madeira, eles desceram cuidadosamente da ave para a varada de madeira sustentada por vigas ligadas diagonalmente à pura rocha da montanha.

   Primeiro desceu Kurotsuchi, depois Kisuke e depois Kai. E então, Akira se desmanchou em fogo. E então eles entraram na casinha. Logo de cara, eles encontraram a pedra cilíndrica. Kurotsuchi perguntou:

   - Kisuke... Você consegue mover essa pedra com o poder do seu dragão?

   Kisuke foi ao lado da pedra e a empurrou, mas ela não se mexeu. Ofegante, falou:

   - Ah... Kai... Eu não... Consigo... Esse dragão... Não me dá... Poder nenhum...

   - Me deixa tentar. – falou Kurotsuchi

   Ela foi ao lado da pedra e a empurrou, e o objeto moveu-se facilmente. O túnel era escuro, e mais ao fundo não havia luz. Já estava anoitecendo e a visibilidade era quase zero. Para iluminar o corredor, Kai estende a mão, dizendo:

   - Hikari! (Ilumine!)

   Então, sobre as paredes do corredor, surgiram duas linhas de fogo a partir de onde Kai estava. As linhas de fogo incendiaram as tochas que ficavam fixas na parede. Então o túnel foi iluminado e eles começaram a ir fundo no local.

   Kisuke ficara abismado com aquilo, pois Kai projetou fogo do nada... Ele se mostrava curioso para saber o funcionamento daquilo, porém Kisuke tinha conhecimento de que não era hora de explicação alguma.

   Então, depois de caminharem muito, chegaram a uma sala grande e totalmente escura. Até aí tudo bem, mas eles estavam com um mau presságio. E, novamente para iluminar o caminho, Kai usou os seus poderes de fogo. E a sala, grande, possuía um pequeno obelisco no meio. E nos cantos mais escuros, havia quatro vultos. Os quatro vultos desceram e sacaram espadas. Kurotsuchi falou:

   - Vamos lutar. Peguem suas espadas!

   - M-mas eu não trouxe espada! – falou Kisuke desesperadamente

   - Tome. Pegue uma das minhas – disse Kai.

   Então Kisuke pegou uma das espadas de Kai e sentiu fluir de si até a arma um certo poder. E então os vultos os atacaram em velocidades muito altas. Seriam derrotados se não fosse o pensamento rápido de Kai: que incendiou o local tomando o oxigênio dos inimigos antes deles se mexerem e depois os queimou.

   As portas de pedra laterais da sala se abriram e saíram dela muitos ninjas que atacaram. Enquanto Kai queimava alguns e Kurotsuchi golpeava-os com espadas com ajuda de Shizuka, Kisuke sofria em lutar com os ninjas, mas os ninjas tinham consciência de que eles deviam se concentrar no próprio. Então, mais um porta se abriu e todos os ninjas foram para cima de Kisuke.

   Vendo que Kisuke estava encurralado, Kurotsuchi correu, invocou seu dragão e nocauteou os muitos ninjas em volta de Kisuke.

   Aí quem ficou encurralado foi Kai, que criou uma espécie de tornado. O tornado formou um escudo de fogo, que queimou todos os ninjas em volta. E então, tudo estava certo, a não ser por uma coisa: onde estava Raitaka? Quando eles pararam pra descansar, batidas em uma parede faziam um tremor soar naquela grande sala.

   Kisuke foi andando até que chegou perto do obelisco, foi quando o som ficou mais alto.

   Kai também se aproximou do obelisco e também percebeu que o som começara a aumentar.

   E então Kai deu um soco no obelisco. Antes de ele dar o soco, Kisuke notou que uma força fluiu para seu braço, e sentiu certa inveja, porque os animais dos outros davam forças para seus companheiros e Mitsuaki não dava força para Kisuke.

   O obelisco quebrou. Raitaka estava lá, amarrado e vendado. Kai foi correndo e falou enquanto estava desamarrando seu irmão:

   - Irmão! Já cheguei! Eu to aqui pra te salvar!

   Quando Raitaka foi completamente solto da parede ele deu um grande abraço em seu irmão Kai.

   Aquele momento de amor e carícia não devia ser diminuído, mas quando Raitaka viu Kisuke, foi-se o sorriso em seu rosto.

   Depois do abraço, Raitaka falou:

   - Ainda não morreu, Kisuke?

   - Que é isso Raitaka? Olha o respeito com os outros! – disse Kai

   - Vamos embora! – falou Kurotsuchi

   (6°00’19.54”S 143°57’58.45”L, Papua Nova Guiné) Enquanto isso, já perto da Austrália, Ichirato conversava com Ryuki:

   - Ryuki... Estou com um mau pressentimento. O que será que aconteceu?

   - Sequestraram Raitaka, mas eles já estão voltando em segurança.

   - Como você sabe?

   - Consigo entrar em contato telepático com outros animais.

   - Tá, mas então... Aonde a gente tá agora?

   - Papua Nova Guiné.

   - Já estamos perto da Austrália então. Mas não estamos perto do nosso destino. Até que pra cinco horas de vôo aumentadas pelo fuso horário, voamos bem rápido.

   - É.

   - Vamos lá.